JORNAIS DO MUNDO INTEIRO
Cada bolinha laranja nos mapas dos continentes são jornais de cidades daquele estado ou País. Você clica, e todos os dias tem a 1ª página de cada jornal. Ao posicionar sobre a bolinha desejada, ao lado aparece a 1ª página dos jornais. Clicando sobre a bolinha, você tem a página em tamanho maior, para facilitar a sua visualização. E na parte superior da página ampliada está o link para acessar o jornal!
http://www.newseum.org/todaysfrontpages/flash/
Escrito por Prof. Dr. Dimas A. Künsch às 07h13
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Multiperspectividade
Douglas Kellner, A cultura da mídia. Bauru, SP: Edusc, 2001:129-130.
Em termos simples, um estudo cultural multiperspectívico utiliza uma ampla gama de estratégias textuais e críticas para interpretar, criticar e desconstruir as produções culturais em exame. O conceito inspira-se no perspectivismo de Nietzsche, segundo o qual toda interpretação é necessariamente mediada pela perspectiva de quem a faz, trazendo, portanto, em seu bojo, inevitavelmente, pressupostos, valores, preconceitos e limitações. Para evitar a unilateralidade e a parcialidade, devemos aprender "como empregar várias perspectivas e interpretações a serviço do conhecimento" (Nietzsche, 1969:119). Para Nietzsche, "só há visão em perspectiva, só 'saber' em perspectiva; e quanto mais sentimentos deixarmos que falem sobre uma coisa, mais completos serão o nosso 'conceito' dessa coisa e a nossa 'objetividade'" (ibid.).
Escrito por Prof. Dr. Dimas A. Künsch às 17h22
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Que visão temos nós da mídia?
Que teoria da comunicação subjaz a essa visão?
1. A mídia faz com as pessoas (conosco) aquilo que o clip da canção “Another Brick in the Wall”, de Pink Floyd, mostra sobre a escola e a educação? Somos formatados, enquadrados, alienados... e triturados pelo poder incomensurável da mídia?
2. A mídia (são citados o rádio e a televisão) destrói nossa capacidade de atenção e de concentração, e, mais, nos infantiliza, como sugere o texto de Marilena Chauí?
Escrito por Prof. Dr. Dimas A. Künsch às 11h19
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Another Brick in the Wall (Part 2)
We don't need no education We dont need no thought control No dark sarcasm in the classroom Teachers leave them kids alone Hey! Teachers! Leave them kids alone! All in all it's just another brick in the wall. All in all you're just another brick in the wall.
We don't need no education We dont need no thought control No dark sarcasm in the classroom Teachers leave them kids alone Hey! Teachers! Leave them kids alone! All in all it's just another brick in the wall. All in all you're just another brick in the wall.
"Wrong, Do it again!" "If you don't eat yer meat, you can't have any pudding. How can you have any pudding if you don't eat yer meat?" "You! Yes, you behind the bikesheds, stand still laddy
Escrito por Prof. Dr. Dimas A. Künsch às 11h16
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TEMA PARA DEBATE:
“DISPERSÃO DA ATENÇÃO” E “INFANTILIZAÇÃO”
Marilena Chauí, em Simulacro e poder: uma análise da mídia (São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2006, pp. 52-53), fala de dois “efeitos que os meios de massa produzem em nossas mentes: a dispersão da atenção e a infantilização”.
Sobre a "dispersão da atenção":
Para atender aos interesses econômicos dos patrocinadores, rádio e televisão dividem a programação em blocos que duram de sete a dez minutos, sendo cada bloco interrompido pelos comerciais. Essa divisão do tempo nos leva a concentrar a atenção durante os sete ou dez minutos de programa e a desconcentrá-la durante as pausas para a publicidade. Pouco a pouco, isso se torna um hábito. Artistas de teatro afirmam que, durante um espetáculo, sentem o público ficar desatento a cada sete minutos. Professores observam que seus alunos perdem a atenção a cada dez minutos e só voltam a se concentrar após uma pausa que dão a si mesmos, como se dividissem a aula em “programa” e “comercial”.
Ora, um dos resultados dessa mudança mental transparece quando crianças e jovens tentam ler um livro: não conseguem ler mais do que sete a dez minutos de cada vez, não conseguem suportar a ausência de imagens e ilustrações no texto, não suportam a idéia de precisar ler “um livro inteiro”. A atenção e a concentração, a capacidade de abstração intelectual e de exercício do pensamento foram destruídas. Como esperar que possam desejar e interessar-se pelas obras de arte e de pensamento?
Escrito por Prof. Dr. Dimas A. Künsch às 11h11
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Sobre a "infantilização":
Por serem um ramo da indústria cultural e, portanto, por serem fundamentalmente vendedores de cultura que precisa agradar o consumidor, os meios infantilizam. Que é ser infantil (independentemente da idade cronológica)? Deixemos a Freud a resposta: ser infantil é não conseguir suportar a distância temporal entre o desejo e a satisfação dele. A criança é infantil justamente porque para ela o intervalo entre o desejo e a satisfação é intolerável.
Que fazem os meios de comunicação? Prometem e oferecem gratificação instantânea. Como o conseguem? Criando em nós os desejos e oferecendo produtos (publicidade e programação) para satisfazê-los. O ouvinte que gira o dial do aparelho de rádio continuamente e o telespectador que muda continuamente de canal o fazem porque sabem que, em algum lugar, seu desejo será imediatamente satisfeito. Além disso, como a programação se dirige ao que já sabemos e já gostamos, e como toma a cultura sob a forma de lazer e entretenimento, os meios satisfazem imediatamente nossos desejos porque não exigem de nós atenção, pensamento, reflexão, crítica, perturbação de nossa sensibilidade e de nossa fantasia. Em suma, não nos pedem o que as obras de arte e de pensamento nos pedem: trabalho da sensibilidade, da inteligência e da imaginação para compreendê-las, amá-las, continuá-las, criticá-las, superá-las. A cultura nos satisfaz se temos paciência para compreendê-la e decifrá-la. Exige maturidade. Os meios de comunicação nos satisfazem porque nada nos pedem, senão que permaneçamos para sempre infantis.
Escrito por Prof. Dr. Dimas A. Künsch às 11h09
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Pós-graduação Cásper Líbero
Mídia e Poder
2º SEMESTRE 2007
Carga horária: 60 h.a.
Período: 2º semestre de 2007 – de 13 de agosto a 26 de novembro de 2007
Docente: Prof. Dr. Dimas A. Künsch
Doutor em Ciências da Comunicação (USP), professor de graduação e de pós-graduação, vice-coordenador do Programa de Pós-graduação da Faculdade Cásper Líbero e editor da Líbero. E-mail: dimas.kunsch@terra.com.br.
Escrito por Prof. Dr. Dimas A. Künsch às 09h51
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Novas tecnologias, revolução midiática, globalização e o papel da informação e da comunicação nesse novo cenário. Mercado e consumo. Convergência digital e grandes conglomerados midiáticos. Modernidade líquida e Príncipe eletrônico. Jornalismo e novas mídias. Newsmaking, agenda setting e espiral do silêncio. Publicidade. Marcas e corporações. O Estado, a sociedade civil, o indivíduo e os grupos. Planeta em rede. Novas formas de cidadania e de participação. Paradigma complexo-compreensivo.
Investigar e discutir vicissitudes e cenários contemporâneos gerados pelas novas tecnologias de informação e de comunicação, com seus desdobramentos nas áreas da cultura e da sociedade.
Investigar a questão do poder em sociedades em rede, com acento na mundialização das dinâmicas do mercado e do consumo.
Situar o(a) aluno(a) no contexto dessas mudanças, sob os pontos de vista do estudo, da pesquisa e da vivência.
Exercitar a pesquisa acadêmica e o trabalho de equipe.
Incentivar o(a) aluno(a) a continuar seus estudos em nível de mestrado.
Escrito por Prof. Dr. Dimas A. Künsch às 09h37
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Complexidade e compreensão
Novas e velhas mídias
Mercado e consumo
Convergência digital
Conglomerados midiáticos
Cultura McWorld
Marcas e corporações
Modernidade líquida
Príncipe eletrônico
Carpe diem e memento mori
Jornalismo na era digital
Agenda setting, espiral do silêncio,
Newsmaking e gatekeeping
Publicidade
Planeta em rede
Revolução digital, cidadania e democracia
Escrito por Prof. Dr. Dimas A. Künsch às 09h36
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Metodologia / Estratégias
Aulas expositivas.
Multimídia: filmes, internet, blogs...
Equipes de pesquisa e de trabalho: são 4 (quatro), cabendo a cada uma, durante o curso, apresentar um mini-seminário (45 minutos, incluindo debate), sobre um tema livre, e um seminário maior (90 minutos, incluindo debate), sobre uma obra específica.
Mini-seminários: sobre temas livres, de atualidade, ligados a mídia e poder.
Seminários: sobre as seguintes obras:
Equipe 1 – Admirável mundo novo (Aldous Huxley)
Equipe 2 – 1984 (George Orwell)
Equipe 3 – A cabeça bem-feita (Edgar Morin)
Equipe 4 – O direito à ternura (Luis Carlos Restrepo)
Blog por equipe: espécie de diário de bordo do curso, com reflexões, comentários, links interessantes etc., sempre referentes ao tema mídia e poder. Destaque para os temas do mini-seminário e seminário da equipe. Obs.: blogs serão acompanhados pela classe ao longo de todo o curso.
Escrito por Prof. Dr. Dimas A. Künsch às 09h36
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Mini-seminário: 1,5 ponto
Seminário: 1,5 ponto
Blog: 3 pontos
Trabalho final: 4,0 pontos
Nota sobre o trabalho final: paper de 5 (cinco) páginas (7.500 toques), mais capa (times 12, espaçamento 1.5), sobre mídia e poder, a partir dos grandes eixos do curso e citando os principais autores. Texto de autoria. Não vale relatório.
Escrito por Prof. Dr. Dimas A. Künsch às 09h35
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Calendário das aulas (programação)
13/08 Aula inicial
Apresentação dos participantes e do programa
Atividade
20/08 Ponto de vista complexo-compreensivo
Atividade
27/08 Conglomerados midiáticos
Atividade
03/09 Convergência digital, novas e velhas mídias
Trabalho de equipe: preparação do mini-seminário
10/09 Modernidade líquida, Príncipe eletrônico e outros
Trabalho de equipe: preparação do mini-seminário
17/09 Cultura McWorld
Mini-seminário Grupo 1
24/09 Marcas e corporações
Mini-seminário Grupo 2
Escrito por Prof. Dr. Dimas A. Künsch às 09h33
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01/10 Publicidade
Mini-seminário Grupo 3
08/10 Quadro conceitual: paradigma das trevas e da luz
Mini-seminário Grupo 4
15/10 Jornalismo ontem e hoje
Trabalho de equipe: preparação do seminário
22/10 Quadro conceitual: agenda setting ,espiral do silêncio...
Seminário Grupo 1: Admirável mundo novo
29/10 Planeta em rede
Seminário Grupo 2: 1984
05/11 Quadro conceitual: o poder da imagem (iconofagia)
Seminário Grupo 3: A cabeça bem-feita...
12/11 Revolução digital, cidadania e democracia
Seminário Grupo 4: O direito à ternura
19/11 PONTE: CONSCIÊNCIA NEGRA (20/11)
26/11 Resumo dos grandes eixos do curso
Avaliação e encerramento
Escrito por Prof. Dr. Dimas A. Künsch às 09h32
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Bibliografia mínima exigida
MORAES, Dênis de (org.). Por uma outra comunicação. Rio de Janeiro: Record, 2004.
CHAUÍ, Marilena. Simulacro e poder. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2006.
ARBEX JÚNIOR, José. Showrnalismo: a notícia como espetáculo. São Paulo: Casa Amarela, 2001.
CHOMSKY, Noam. Controle da mídia: os espetaculares feitos da propaganda. Rio de Janeiro: Graphia, 2003.
COSTA, Caio Túlio. “Por que a nova mídia é revolucionária”. Líbero IX, n. 18, dez. 2006, pp. 19-30.
DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.
DEBRAY, Régis. O Estado Sedutor. Petrópolis: Vozes, 1994.
HUXLEY, Aldous. Admirável mundo novo. 2ª. edição, Rio de Janeiro; Globo, 2001.
JORNAL NACIONAL: A NOTÍCIA FAZ HISTÓRIA. 12a. ed. revista, Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2005.
Escrito por Prof. Dr. Dimas A. Künsch às 09h31
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KELLNER, Douglas. A cultura da mídia. Bauru, SP: Edusc, 2001.
KOVACK, Bill e ROSENSTIEL, Tom. Os elementos do jornalismo: o que os jornalistas devem saber e o público exigir. São Paulo: Geração Editorial, 2003.
KUCINSKI, Bernardo. Jornalismo na era virtual: ensaios sobre o colapso da razão ética. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, Editora Unesp, 2005.
KUNSCH, Dimas A. O Eixo da Incompreensão: a guerra contra o Iraque nas revistas semanais brasileiras de informação. Tese de Doutorado, São Paulo: ECA-USP, 2004.
KUNSCH, Dimas A. “Comprehendo, ergo sum: epistemologia complexo-compreensiva e reportagem jornalística”. Communicare 5, n. 1, 1º semestre 2005, pp. 43-54.
KUNSCH, Dimas A. “Teoria guerreira da incomunicação: jornalismo, conhecimento e compreensão do mundo”. Líbero ano VIII, n° 15/16, 2005, pp. 22-31.
MORAES, Dênis de. O planeta mídia: tendências da comunicação na era global.Campo Grande: Letra Viva, 1998.
MORIN, Edgar. A cabeça bem-feira: repensar a reforma, reformar o pensamento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001.
ORWELL, George. 1984. 29ª. edição, São Paulo: Editora Nacional, 2003.
RAMONET, Ignacio. A tirania da comunicação. Petrópolis, Vozes, 1999.
RESTREPO, Luis Carlos. O direito à ternura. 3ª. edição, Petrópolis: Vozes, 1998.
SERVA, Leão. Jornalismo e desinformação. 2ª edição, São Paulo, Editora Senac, 2001.
TALESE, Gay. O reino e o poder: uma história do New York Times. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
TOSCANI, Oliviero. A publicidade é um cadáver que nos sorri. 2ª. edição, Rio de Janeiro: Ediouro, 1996.
WARD, Mike. Jornalismo online. São Paulo: Roca, 2006.
Escrito por Prof. Dr. Dimas A. Künsch às 09h30
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